Há datas que não pedem apenas postagem, pedem postura. O Dia da Consciência Negra é uma delas. Ele não existe para ser marcado em calendário, mas para ser vivido com responsabilidade, respeito e reflexão.
Celebrar este dia é reconhecer a força de um povo que construiu o Brasil com suor, cultura, identidade e resistência. É compreender que não falamos de um capítulo da história, mas da própria raiz da nossa sociedade.
A consciência negra não é um lembrete do passado. É um convite para enxergar o presente.
É olhar ao redor e admitir que ainda existe desigualdade, ainda existe injustiça, ainda existe o que precisa ser transformado e isso é tarefa de todos nós.
Mas este dia também é celebração. É uma honra.
É valorizar a beleza, o talento, a arte, a música, a moda, a culinária, o ritmo, a fé e a coragem que a cultura negra semeia e floresce em cada canto do país.
A Consciência Negra nos convida ao equilíbrio: sentir, pensar e agir.
Acolher nossas responsabilidades como cidadãos, como comunidade e como pessoas que desejam um país mais justo, mais digno e mais humano.
Que hoje e sempre a gente ouça, aprenda, respeite, reconheça e celebre.
Que a consciência não seja apenas negra no nome, mas viva, presente e transformadora na prática.
E que a homenagem deste dia não seja o fim, mas o começo de um compromisso real com a dignidade e a vida de todos.